Paris 2026 – Uma experiência imersiva

No mês de janeiro estivemos em Paris para a Maison & Objet e para a Déco-Off, eventos de decoração de extrema importância.

Paris é para mim um “happy place”.

Partilho o sentimento de Hemingway que considerava que podíamos ser felizes em dois lugares: a nossa casa e em Paris.

Uma ida a Paris para estes eventos, não se limita à participação nos mesmos, mas, de certa forma, é uma experiência imersiva onde cada minuto, cada experiência, cada monumento visitado ou rua percorrida nos despertam para importantes elementos da arquitetura e da decoração.

É muito inspirador!

As passagens cobertas, que surgiram aquando da reconstrução de Paris, no projeto de Haussmann, que permitiam que, sem estar sujeitos à intempérie, os parisienses tivessem acesso a lojas e restaurantes, existem até hoje.

Surgiram igualmente outras que, não tendo a cobertura envidraçada, reúnem igualmente espaços emblemáticos e repletos de charme.

Os monumentos trazem-nos memórias vivas de períodos com enorme dinamismo cultural, arquitetónico e decorativo. O recurso, por exemplo, às “boiseries”, molduras em gesso ou em madeira formando desenhos geométricos era recorrente. A sua decoração podia ser aprimorada com recurso a pintura, aplicação de papel ou tecido e galões, como aliás é tendência na atualidade. Nos primórdios teriam, não apenas uma função decorativa, mas também térmica.

Os restaurantes, e há alguns muito emblemáticos, são também motivo de visita e de inspiração: o Café Lapérouse, de 1766, junto ao Hôtel de la Marine, na praça da Concórdia, o Le Procope, de 1686, o mais antigo de Paris e, talvez, do mundo, de tradição literária e artística, o Le Café du Commerce, antigo “Bouillon”, que, não obstante a evolução no conceito de restaurante, mantém o charme da sua decoração primitiva.

De referir também o Bacha Coffee, que abriu nos Champs-Elysées há cerca de um ano, com uma decoração em tudo semelhante ao seu homónimo em Marraquexe, que nos encanta com cada detalhe.

Continua (…)